Dissilicato de Lítio: Prensado X Fresado

Dissilicato de Lítio: A Dualidade entre o Prensado e o Fresado
No cenário atual da odontologia estética, o Dissilicato de Lítio se consolidou como o material padrão ouro para restaurações unitárias. No entanto, uma dúvida persiste no planejamento clínico: devemos optar pela técnica de prensagem térmica ou pela fresagem via CAD/CAM?
No Ceres Laboratório, entendemos que não existe uma técnica soberana, mas sim a técnica certa para cada desafio clínico.
1. A Técnica de Prensagem (Press): A Arte da Precisão Marginal
A técnica de cera perdida, embora tradicional, evoluiu drasticamente com fornos de alta performance como o Ivoclar EP 5010.
Vantagens: O principal trunfo da prensagem é a adaptação marginal. Como o material flui para o molde em estado plástico, ele compensa mínimas irregularidades, resultando em um selamento periférico superior.
Estética: Permite a técnica de enceramento manual, onde o técnico imprime a morfologia detalhada antes mesmo da injeção, preservando a integridade das microestruturas sem o estresse das brocas de usinagem.
2. A Técnica de Fresagem (CAD/CAM): Previsibilidade e Velocidade
O fluxo digital trouxe uma nova era de agilidade para o consultório e para o laboratório.
Vantagens: A principal vantagem é a padronização. Uma vez aprovado o design digital, a fresadora entrega uma peça fiel ao projeto em tempo recorde. É a escolha ideal para fluxos de trabalho rápidos e alta previsibilidade de volume.
Resistência: Os blocos de dissilicato fresados passam por um processo de cristalização controlada que garante uma estrutura interna extremamente homogênea.
O Diferencial da Ceres: O Equilíbrio Perfeito
Muitos laboratórios se tornaram puramente “fábricas digitais”. Na Ceres, utilizamos o digital para o planejamento e a precisão, mas não abrimos mão do refinamento manual.
Seja na escolha da pastilha para uma injeção perfeita ou no acabamento de uma peça fresada, o objetivo é o mesmo: devolver um sorriso que a natureza não consiga distinguir.
